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Quando devemos ou não usar a vírgula?

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Quando devemos ou não usar a vírgula? São muitas as utilidades da vírgula

Sempre quando falamos a respeito da vírgula é bom relembramos as diferenças existentes na fala e na escrita. Seria possível identificarmos, na escrita, as pausas que fazemos, as expressões de espanto, felicidade, as retomadas de pensamento, as indagações, entre outros elementos?

Certamente que não, pois muitos desses procedimentos são manifestados por meio de gestos, expressões fisionômicas (um olhar, um sorriso, às vezes até uma carinha de raiva). Na escrita, tudo isso é demonstrado graças aos sinais de pontuação, ou seja, quando queremos fazer uma pergunta, utilizamos o ponto de interrogação; quando queremos demonstrar sentimentos diversos, tais como alegria ou espanto, usamos o ponto de exclamação; para encerrarmos nossas ideias, o ponto final; e assim por diante. Ah! ainda existe um que indica aquela “paradinha”, um pouco parecida com a da fala. É claro que você já descobriu, não é verdade?

Quando devemos usar a vírgula?
 

Ora, é dela mesma que estamos falando. Porém, torna-se fundamental compreendermos que sua existência não está relacionada à paradinha que antes dissemos, pois está condicionada também a outros fatores. Mas não se preocupe, à medida que formos conhecendo as circunstâncias nas quais devemos ou não utilizá-la, iremos entender que fatores são esses. Vamos lá, então?


A vírgula está presente nos textos que lemos.


A vírgula é usada sempre que desejarmos:

* Separar topônimos (nomes próprios de lugar) seguidos de data:

 São Paulo, 12 de novembro de 2009.

 * Isolar termos dispostos em enumeração:

Fomos ao cinema, tomamos sorvete, visitamos o bosque e depois voltamos para casa.

* Separar expressões explicativas, continuativas ou corretivas (relativas à correção de algo), tais como: isto é, por exemplo, aliás, etc.:

Amanhã, ou melhor, depois de amanhã, viajaremos para a casa de meus avós. (ideia de correção)

São muitas as utilidades da vírgula, por exemplo: separar elementos expressos numa ideia. (ideia de explicação)

* Separar o aposto e o vocativo:

Beatriz, amiga de minha prima, recebeu a premiação. (compreendemos que o termo que aparece entre vírgulas é o aposto)

Caro amigo, empreste-me o livro. (o termo que se encontra sublinhado representa o vocativo)

* Separar um adjunto adverbial, podendo esse estar antecipado ou intercalado:

Na família, somos todos unidos. (adjunto adverbial antecipado)

Todos os domingos, na casa de meus avós, toda a família se reúne. (adjunto adverbial intercalado, ou seja, no meio da oração)


* Isolar orações compostas por algumas conjunções que dão ideia de alternância, explicação, adversidade (ideia contrária) e conclusão:

- Não compareceu ao seu aniversário, porém enviou o presente. (ideia contrária)

- Ou estude para a avaliação, ou resolva os exercícios. (ideia de alternância)

- Não fomos ao cinema, pois choveu bastante. (ideia de explicação)

- Meus primos chegaram de viagem, logo, iremos visitá-los. (ideia de conclusão)


Vejamos os casos em que não devemos utilizá-la:

* Para separar o sujeito do predicado:

 O garoto     é estudioso.
(sujeito)     (predicado)

 * Para separar o verbo de seu complemento:

Eu gosto        de chocolate.
(predicado)  (complemento)

Por Vânia Duarte
Graduada em Letras
Equipe Escola Kids

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