Escola Kids

Estrutura e formação das palavras

  • Atualmente 3.5/5 Estrelas.
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
Estrutura e formação das palavras A estrutura e a formação das palavras são compostas por elementos específicos

No nosso dia a dia fazemos uso de tantas palavras... na fala, na escrita. O interessante é que sempre vamos colecionando aquelas que antes não faziam parte de nosso vocabulário, pois na medida em que vamos conversando com pessoas mais experientes, lendo mais sobre assuntos interessantes, mais conhecemos a Língua Portuguesa.

Mas será que já tivemos curiosidade em saber como as palavras são formadas? Pois bem, para tornar esse nosso estudo ainda mais proveitoso, que tal analisarmos juntos o exemplo abaixo?

CABELO
CABELEIRA
CABELUDO
DESCABELADO

Você se lembra de quando estudamos sobre a estrutura dos verbos? Caso não, volte um pouquinho mais e acesse o texto “Vamos conhecer as estruturas dos verbos?”. Você perceberá bastante semelhança com esse assunto que estamos conhecendo agora. Mas vamos voltar ao exemplo: como pôde notar, em todas as palavras há um elemento que permaneceu intacto, ou seja, não recebeu nenhuma transformação. É claro que você já descobriu!

Ele é chamado de radical, pois foi a partir desse elemento que outras palavras puderam ser formadas. Para que essa formação ocorresse, pedacinhos foram juntados, não é verdade? Observe todos que estão destacados pela cor vermelha, eles recebem uma denominação especial, sabe qual é?

Chamam-se morfemas, pois representam unidades mínimas de significação que fornecem ao radical (o termo que não muda) uma noção real, dotada de um sentido lógico. Assim, temos cabelo, cabeludo... os quais representam palavras que são do nosso conhecimento.

Agora que já temos uma noção, vamos conhecer cada um dos elementos que contribuem para a formação das muitas palavras que existem:

Radical

É o termo que não muda, pois dele vão se originar outras palavras. No exemplo que vimos, temos “CABEL-” representando o radical.

Afixos

Em descabelado e cabeludo, temos dois elementos: “des-” e “-udo”, que acrescentaram significados distintos ao radical a que se juntaram – chamados de afixos. Assim sendo, percebemos que o primeiro (“des-”) apareceu antes do radical, por isso é chamado de prefixo. O outro (“-udo”) apareceu depois do radical – razão pela qual é chamado de sufixo.

Em casarão temos o sufixo “-ão” revelando a ideia de aumentativo
Em casarão temos o sufixo “-ão” revelando a ideia de aumentativo

Em casebre temos o sufixo “-ebre” revelando a ideia de diminutivo
Em casebre temos o sufixo “-ebre” revelando a ideia de diminutivo

Desinências

Analisando a palavra “cabeludo”, poderíamos dizer também cabeludos, ou seja, o morfema “-s” acrescentou-se à palavra escrita no singular, indicando que ela recebeu flexão de número, isto é, foi escrita no plural. Fazendo uma viagem ao mundo dos verbos, constatamos que existe o verbo descabelar que, quando conjugado, resulta em: eu descabelo, tu descabelas, ele descabela, nós descabelamos, e assim por diante. Notamos que o verbo vai sendo flexionado e recebendo terminações diferentes de acordo como a pessoa (eu/tu/ele/nós, etc.) e o número (singular/plural). Assim sendo, podemos dizer que todas essa terminações, que tanto ocorreram no nome (cabeludo), quanto no verbo (descabelar), são denominadas desinências.

Vogal temática

Ainda observando o verbo descabelar, temos que entre o radical “-cabel-” e as desinências verbais “-s” (descabelas) e “-mos” (descabelamos) há uma vogal, representada pela letra a. Ela recebe o nome de vogal temática.

Vogal ou consoante de ligação

Há ainda um outro tipo de morfema que precisamos conhecer, representado pelas vogais e consoantes de ligação. Mas por que mesmo elas existem? Exatamente para que as palavras sejam pronunciadas de forma mais agradável, mais clara e precisa. Assim sendo, vejamos alguns exemplos:

Gasômetro – a vogal “o” representou muito bem essa função, permitindo que a palavra fosse transmitida da melhor forma possível.

Cafeteira – O que seria dessa palavra se não fosse a letra ‘t’? Certamente não existiria o recipiente no qual se faz o café, concorda?

Percebeu as funções das quais falamos?


Por Vânia Duarte
Graduada em Letras
Equipe Escola Kids

Avaliação

7.0

Participação: 4 Comentários

Avaliação:

Se você quer comentar também Clique aqui

    Assuntos Relacionados


    Escola Kids

    R7 Educação